Quando comecei a trabalhar em Iracemápolis, logo nos primeiros dias me deparei com algo bizarro que já era tradição na cidade. As notas de falecimento eram proclamadas aos sete ventos, pelo alto-falante da igreja matriz de forma que dava até uns arrepios de medo. Depois me acostumei. Era assim: começava a tocar uma música instrumental (que segundo meu pai, chama-se "Silêncio") por uns bons minutos, e depois havia o anúncio em voz compassada. "Atenção para esta nota de falecimento! Faleceu hoje o senhor Fulano de Tal, com 85 anos! O corpo está sendo velado no Velório Municipal. O sepultamento será às 16 horas no cemitério local!"
O fato é que, há mais ou menos um mês, quem faleceu foi o pai do atual prefeito. E era ele quem proclamava as tais notas de falecimento. Seu falecimento não foi anunciado e o padre não quer nenhum substituto para o falecido. Conclusão: foi enterrada, com ele, uma tradição.
PS: Sabe que to até sentindo falta da música fúnebre? Hahaha. Teve uma vez que eu desci do ônibus, mal coloquei os pés em terra iracemapolense e já começou a música. Credo, que recepção mais morteira, rs.